Camuflado em meio as
trevas, observa aquela mãe correndo com seu bebê em baixo dos braços.
A criatura consegue
ouvir o som do coração batendo, batidas de medo, que a fazem sentir mais fome.
A mulher adentra uma
casa e se tranca.
Porque seu
helicóptero tinha que cair nesse inferno.
Ao menos o bebê
parece extranhamente dormir sem reparar nada.
- Como entrou aqui? –
um velho adentra a sala.
- Sr. Meu helicóptero
caiu, e tem uma coisa atrás de nós. Não sei quantos sobreviventes há, me ajude,
ajude meu filho! – Suplica com olhos dilatados.
Pronto para mandar a
mulher embora, surge uma senhora.
- Anton o que está
acontecendo aqui? – Pergunta a velhinha com voz doce, mas que ao adentrar na
sala faz o bebê ficar inquieto.
- Ela tem que ir
embora! Ela não pode ficar Mercedes!
- Mas porque Anton?
Deixar ela ao relento com uma criança no meio da noite? Isso é um pecado cruel.
Antes que Anton possa
responder, todos escutam um Barulho no telhado, seguido de passos de algo
aparentemente pesados as frágeis telhas Brasilit se mantém intactas.
Anton e Mercedes se
entreolham, a troca rápida deixa muita coisa subtendidas no ar, a mulher se
encolhe no canto, e o bebê se põe a espernear.
Anton corre para
dentro da residência, a mulher tenta acalmar o bebê enquanto olhar para todos
os lados encostada na parede, a procura de qualquer sinal da fera.
- Deve ter sido só um raposa minha querida, não precisa ter medo! Venha! Por aqui! Está segura agora.
A mulher se encolhe
mais mediante ao braço estendido, mas cede ao rosto doce da senhora.
Ela é dirigida a um
quarto, o estado dela é péssimo, suja, cansada, abatida. Em choque seria o mais
correto.
O lençol que protege
o bebê está intacto, sem marcas, exceto uma estranha marca de nascença que tem
nas mãos, em ambas!
Mercedes a deixa
sozinha por um minuto, ao fundo é possível ouvir ela e o Anton, que se opõe veementemente
a idéia de ceder refúgio a uma desconhecida, mas Mercede retruca que o que eles
passaram a vida inteira procurando estava com a moça, a moça não consegue
distinguir direito o que se fala, mas desconfia.
Logo os dois se
apresentam!
- A moça pode ficar
aqui! – Fala o senhor em tom não muito amigável – Desde que pela manhã vá
embora! – A mulher concorda com um aceno de cabeça – Qual o seu nome moça?
- Roberta! – Responde
baixo!
- Bem Roberta! Hoje
você fica! Vou deixar minha mulher cuidando de você, pela manhã chamamos a
polícia para ajuda-la, pelo visto você irá precisar.
Mercedes ajuda ela a se banhar e cede roupas de quando era
jovem para ela.
A criatura observa lá de fora, seu corpo pulsa em querer se
alimentar da alma da jovem, mas sente que seus mestre diz para não fazer.
Ela se contenta em observar o casebre.
Mercedes e Roberta
conversam, ela fala que a criança está com sete meses, que sofreram uma pane no
helicóptero, e que uma coisa surgiu e matou os sobreviventes, algo que ela não
conseguia descrever, cita o nome da criança, Robert. Roberta indaga e diz que
precisa chamar ajuda urgente, mas Mercedes lhe explica que tem que espera o dia
clarear para a luz voltar, que o gerado funcionava só das 6-20 horas.
Mercedes prepara um
chá para Roberta dormir.
- Tome, vai fazer
você dormir melhor! – Mercedes pega carinhosamente as mãos do garoto – Seu
filho tem mãos especiais.
- As marcas são
iguais a do pai.
- Tenho certeza que
ele está orgulho, e ficará feliz em rever a criança!
- Ele faleceu no dia em que ele nasceu!
Melhor do quê ela
pensava. Só tinha que confirmar com a caveira se era a criança.
- Sinto muito!
- Eu também! – Ela
começa a sentir as pálpebras pesarem. – Muito obrigado por tudo. – Antes das
pálpebras cederem ao sonífero por completo, ela vê a mulher retirando o sangue
da criança com uma faca.
...
Recobra as
consciência aos poucos, a sua frente há uma fogueira, com os corpos de seus
colegas do helicóptero, o bebê está no colo de Mercedes que está com um capuz
roxo, já Anton se curva perante a besta fera que a perseguia outrora.
Mercedes abre um
livro adornado com ossos de fetos.
- Soltem meu filho!
Seus insanos! Soltem meu filho! – Grita a medida que se balança, tal como um
peixe a procura de água, seu coração sobressaltado.
- Ele não é seu
filho, ele é o portal para trazer nosso mestre de volta, aquele que destruirá a
terra e trará os doze reis do cosmo de volta a vida.
- Vocês estão loucos?
- Se estamos, então
como enxerga o caçador atrás de mim? – Questiona Anton!
Ela se desespera.
- Grakalimon! Venho
hoje através desse gesto, entregar a você, o filho, de um nono filho, de um
nono filho, aquele cujo será preparado para gerar a casca que trará vossa
senhoria a este plano, no qual será rei de toda a galáxia. Eu o purifico ao
fogo.
Então Anton usa uma
faca para afazer um circulo no peito do garoto, e então coloca seus dedos na
extremidade do círculo, e afunda!
O bebê não chora
enquanto tem seu coração arrancado!
Roberta fica em pleno
choque com o que acabará de ver.
Anton arremessa o
coração ao fogo e então tudo escurece.
...
Ela se vê em um vale
de ossos, há sua frente o Michael, o pai da criança.
Ele só a observa
melancólico, como se ela tivesse falhado.
- Você falhou
Roberta, mas quando estiver no inferno, você terá uma segunda chance, não a
desperdice!
....
Ela retorna, o corpo
do bebê flutua em volta da fogueira, a medida que um símbolo se forma no
coração da criança, ela observa aquilo em um misto de esperança e medo, assim
que os dois se fundem, a criança desaparece.
- Assim se encerra, e
se decreta. A vida não deve ser adorada, nem a luz, e ele virá para nos lembrar
que o que prevalece é a escuridão. Os engenheiros criaram a vida, o que eles
não compreendiam era a existência da morte. Que agora se abaterá por todo o
universo.
Com essa última frase
a criatura arranca o coração da moça!
Antes de apagar, ela
ver a figura de um homem encapuzado, ele faz sinal de silêncio.
Suas pálpebras cedem.
